| Poesias | |
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Romyne Novoa
é amazonense. Natural de Manaus, tem o jornalismo como
profissão e a literatura como paixão. Participa com
frequência de saraus e recitais poéticos. Ativa e interessada quando o assunto é Literatura, Romyne também é coordenadora da Vanguarda Cultural, entidade que visa divulgar nos espaços culturais os trabalhos dos novos poetas e artistas amazonenses. |
| Flechas | |
| Calçadas e
paralelepípedos seguem pelo passeio de portos que se abrem ao despojo de amigos Espectros falam e dançam Não há mais festa no cabaré, mas ainda se sente o cheiro de dinheiro queimando enquanto descortina-se o cenário do funeral de Manaus... Os sinos dobram na igreja do santo
revolucionário E o féretro prossegue
timidamente pela praça Agora, a cúpula esconde a
noite em meio Sinos dobram dolorosamente |
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| Portal do Inferno | |
| A casa é o
portal! AV. Joaquim Nabuco Nas paredes gastas, esconde-se a poeira de dias passados Ratos habitam o escuro Meninos acomodam papelões Pelas frestas, a lua entra Sono Carros pela rua |
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| Sem Nome | |
| Onde está
cravado o teu nome? - No tempo Ela me diz por entre a cruz e o jardim de sua casa Sorri, menina, o teu último sorriso Que lápide abrigará teu nome? Que nome teu ficará no tempo? Dorme Sonha Voa com os pássaros E canta Canta tua voz sem nome |
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| Manancial | |
| Não falo em
distâncias, mas do corpo e sua fome Detenho-me frágil, tácita Busco então o meu
regozijo A virilidade do teu peito
a encontrar-me Nua, em tua voracidde Confundo-me no fechar de
olhos Em sinal de extrema
idolatria Não falo em saudades, Detenho-me covarde,
suscetível, |
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| Mamoeiro | |
| "Vestido
de flores dança ao som do vento como um deus hindu" Era um caminho simples No caminho, as flores |
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