Poesias
Rui Anacleto Sarmento Filho é como o nosso poeta de hoje é conhecido oficialmente. Entre amigos, usa a alqunha de Waimea 5.000. 

Nos conhecemos no começo da década de 90 do século passado, quando participávamos de um curso sobre estilos gêneros na poesia. À época Rui já trabalhava como guia turístico. Mas também já escrevia poemas interessantes. 

Desde que comecei este projeto vinha tentando encontrá-lo. Esta semana isso foi possível. Sinta vocês, agora, o Waimea 5.000 tem a dizer.

 
Um paciente
Mal intencionado
Vai ao dentista
E fica revoltado
Ao saber
Que o Brasil
Está sorrindo
Com seus dentes
Cariados
 

 
Acajatuba
Preta piranha é caju
Cajado duro
 

 
Gringo da Matriz
Toda grana é meretriz
Cada gorjeta é infeliz
Que não se paga o  cu
De uma grande atriz
Palco, baralho, carta...
Um hippie vem e traz
Um bagulho e te mata
Um jogo cruel
Que não tem graça
E a vida é quem diz
Por ser o poeta ou aprendiz
É assim que a merda
Dessa vida passa
 

 
Wani kuroi (Jacaré preto)
Amazon no hinode (O sol nnasce na Amazônia)
Yamatonadeshiko kirei (Japonesa bonita)
 

 
O choro
Não choro
Sim berro
No enterro
 
O choro
Não está mais
Em julgamento
Está entregue
Ao esquecimento
Ritmo básico brasileiro
 
Enquanto surgir
Novo choro
Uma nova colcheia
De lágrima
Viverá num lugar
Inusitado
 
Um coração apae    xonado
 
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