| Poesias | |
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Renan Albuquerque
é desses colegas que envaidecem. Jornalista, escreve
desde os 15 anos, idade em que leu primeira vez
Nietzsche. De lá para cá não parou mais...de ler e
escrever. Iniciou com poemas, mas no dia 11 deste mês estará lançando, pela via marginal, o seu primeiro texto em prosa: microromance do absurdo, como ele batizou. Os seus poemas vão por aí também e alguns estão sendo publicados aqui em primeira mão. |
| Vala de concreto | |
| Fecha farol
que guia o remo da modinha que ultrapassa a cova e a vala
e o fosso e o chão e o moço parado olha engole como e
respira de um apenas buraco do nariz da cara e o rosto e
o ostro e o aa ostra que gira sem parar e diz que gosta
das meninas cobrando o gozo que fala de baixo e o arroto
que grita de cima do moço parado olha o que engole como
e respira a coxa doente roçando osso que cálcio
endurece e cria a planta da barba do diu em forma de i iii iii i i iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii iiii i i...iiii iiiiiii, iiiiiii, iiiii.... ...iiiiiiiii(iiiii) i i outros is de histeria crônica que fatiga o ú dos is e enxágua a iris capital da gula hypottrigludiando naquela que acha que pode querer mais do outro que come o que dão os iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiisssssssssssssssssssssssiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiissssss ssssssssssiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiissssssssssssssssssiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii da vala do fosso do peito do moço e o cabelo que enche o bico da semente lambida que figurafigurafigura i iiiiiiiiiiiiiiiissssssssssssssssssssssssssssssssiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiisssssssss ssssssssssssssssssiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiissssssssssssssss da vala de concreto |
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| Apontar e ... | |
| Gengis
Khan
Pediu que suas cinzas fossem misturadas com ácido Hitler só não sabia Stalin Sandino Mussolini Trotski Pol Pot Tito Franco Zumbi Salazar Zapata Tdi Amin Conselheiro Ceausesco Ghandi Pinochet Guevara Ferdinando Marcos Lenin Reza Pahlev Marigela Videla Malcom X Médici eles o esperavam: Mobutu O pelotão de fuzilamento foi armado: Farenheit 451: autores degenerados Timoti Leary não fumou mais cigarros João da Silva guimarães Timoti Leary, naturalidade, estados unidenses Bebeu, sem soluçar, quando laica latiu na lua |
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| A demência estuprada no túlo de vanguarda | |
| O verso
moderno não é mais verso é o cuspe de dentro do cachorro engasgado é o bofe expelindo no chão ensanguentado é a masturbarção enforcada sexo maltratado é a escovação da boca com ácido escaldado é a puta vomitando dentro da latrina barata é o câncer que goza na língua é o joão que lambre ferida álcool e esperma é o anus legalizado é o boi homossexual comido cru é o controle remoto de um botão só rabecão brincando de casinha e de estuprar na varanda verso moderno é o do escancaro e do grito é o escarro do coração vagabundo moderno é o que ri da morte no bisturi é o que canta.... o canto da fossa.// |
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| Macro verso | |
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Versomacromodernarrobofuturo futuremacromersarrombombolhoda retina eutuearetinarrombolho rrombolhomacromoderna macroversofuturatina futurolhoretinamacroverso macrolhomacromoderna futuroretinaretinolho olhoretinafuturandomacro macrolhandofuturomacrolho retineutuarrombaversando versarrombolhomacreuetu eu,tu,macro,retina,futura,olho olho, futrura, retina, macro, tu, eu... e o olho e o olho eoolho |
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| Canção da balembalada e do corpo de baile | |
| Bala, bala,
balembalada Vem devagar, mas vem, desastrada Vem vestida de alma morta e rumina beijo na boca Mas vem depressinha, Balembalada, Porque se a balada vai, não vem Corpo de Baile vai, então Ah, vai não, Corpo de Baile Estou te avisando que vai não, Que desde a última vez do rumina-rumina Barriga vomita e tudo resmunga Todo dia é demais, Corpo de Baile, Não te satisfaz tanto assim rumina-rumina? Satisfaz sim, mas sou moço novo E quero tudo, todo dia, tempo todo E não aguento se três dias vem e vão Sem a gente se ver pra ruminar Por favor, Balembalada, rumina-rumina iá-iá Só umazinha, nem peço tanto Já disse vou repetir, Corpor de Baile: Contigo rumino mais não é fim da linha, pronto, Sou mulher decidida, Filha de Brejo Fundo E dentro dela tem trabuco armado Precisando, faço tiro em homem assanhado Se é assim, vou-me embora, Balembalada Esgotei paciência e não insisto mais Uma vez aqui, que rumina-rumina Doutro modo, tomo rumo, tomo estrada a desandar Ah, não Corpo de Baile, se acalme Espere pouco que seja, ainda não é hora Antes de mais nada faço promessa Que se trabuco não estourar contigo rumino Eu bem que sabia, Balambalada Brincando de esconder, toda agraciada Agora comigo vem, vamos se embalar gente assim dorme cedo, é lua cheia, lua de luar Ôpa! Balembalada deixa, desse jeito não Corpo de Baile pisca-repisca, corpo inerte, cai no chão Chão fundo, sete palmos Chão escuro, chão de caixão Bem avisei, Corpo de Baile Vem não que todo dia é demais Gastei bala, parti cabeça E nem vi miolo dentro dela Só vi teu olho negro, revirando Avermelhado, querendo gritar Pedindo desculpa, dizendo meu amor Foi por isso que arranquei logo os dois E os pintei de azul Para que eu sempre pudesse lembrar de ti, Corpo de Baile Fazendo um rumina-feliz com rua Balembalada |
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