| Poesias | |
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Aqui nesse espaço já publicamos poetas
novos, mas com algum tempo escrevendo poemas. Outros, não, são
realmente novos em idade e até na atividade. É o caso de Marla
Alcântara de Souza. Ela tem apenas 15 anos. Adora poesia e curte,
entre outros, Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de
Andrade e Renato Russo.
Começou a escrever os seus próprios poemas aos 13 anos. Os que escolheu para estampar neste projeto, são como pegadas de alguém que sabe por onde vai pisando. |
| Estado Amal | |
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Coração de fogo espumando
amor em lágrimas mergulhado
Carinho e medo disfarçado
dor na angústia transformado
Amor de sorriso nascido
Palavra pouco a pouco até digo
Teu desprezo não ligo
Teu sorriso eu suplico
Meu amor está escondido
Teu medo não critico
Meu olhar eu finjo
Sentimento eu fecho
Amor eu desfecho
Neve de mágoa esquentada
Pulsar de coração a mil
Primavera de praga maltratada
Amor no coração de anil
Carícia de leve trazida
Angústia esquecida
Amor se perdendo
Paz e canção, eu e você
Quimeras de paz e emoção
Querubins de arcos canção
Metal me sabe dragão
Púrpuras meu coração
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| Poema Desafinado | |
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Com minha voz
fiz este poema
e aos poucos cada um de nós
amaldiçoou este sistema
Com o meu violão
esperei cantar "Perfeição"
Mas a voz é como caçador
sem noite vasta de escuridão
A música, o tom
Minhas buscas
Somos caçadores um do outro
E cada vez mais antítese
Brota em mim amor
Nessas notas esquecidas
Eu derrotei
No teu olhar ainda vivo
não ganhei,
Não enlacei teu amor
que em forma de música
um dia escutei
Meus dedos não fazem as batidas
A música não é tocada
- é vivida
Mas a cada nota
Uma batida sai do meu coração
Escuta! Mesmo sem querer
A multidão...
Que música é essa?
E minha vida, vida minha
Esqueci a letra da canção
Para esquecer o medo
Do coral, em vão
Afastei-me da paixão
Mas as cifras
eram tocada, ouvidas e
aos poucos compreendidas
dentro do meu ser
só universo, vastidão
Quebrei meu violão
Meu universo
Quebrei, eu confesso
Mas não te esqueci
Não te deixei
Por que mentirei?
Cada som novo, cifra
e voz errada
me fizeram nova e acostumada
Cada beijo novo
uma corda inteira
Vida e mundo duvidosos
Estou subindo a ladeira
Teu amor Inventou nova balada
Fez a música
Cada olhar sem direção
uma conquista
Cada beijo consertou meu violão
Me deu nova pista
Agora canto
Agora sei
Do amor sou artista
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| Vã Escuridão | |
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Amar ou não
entregar o coração
sorrir ou encarar
apenas aproveitar
esconder ou mostrar-se
beijar ou fugir
de teu doce beijo
que me sufoca
- são dúvidas que naquela rede
desembocam
Meu afeto
- não sei se sinto
Meu coração
- não sei se mando
Meu olhar
Teu rosto
- não sei se minto
Pra você ou pro meu coração
Às vezes, penso
ser tua
Às vezes, quero esquecer-te
Outras, o medo se insinua
e me deixa assim: tão longe,
tão perto...
Meu amor, ele me ama
Mas se cansa, não
Não sei, não sei
nem no que pensei
Namorar-te como agora
Deixar-te ir embora
Ai, és um amigo tão bom
E se meu coração ficar só?
Ele é simplesmente teu,
aleatoriamente dividido e pensativo
Mas se meu coração é um céu
nele há estrelas, lua e sol
Há um grande sentimento
que corre e percorre órbitas
que vem lento
invade, bate, e fim
- isso eu sinto,
espero que o sinta assim
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| Astro | |
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Estrelas perdidas em meu quarto
vêm me acalmar
malucas idéias vão se apagar
quando tocares no anel
marcado em um olhar
Reflexos da noite
vêm me iludir
mostrar que é oportuno
e belo sorrir
sorriso maldoso
que disse tudo
olhar falador
que me deixou mudo
Morcegos pálidos
passando sem aviso
malogrando tristezas
mostrando paraísos
lembranças de um futuro em comum
que trago nas mãos
desde o dia em que tocaste
um coração
Feitiço degradante do sereno
transformando meu
fracasso
num momento
na esperança de um acalento
pra mostrar pro
meu sustento
que ainda amo
sem lamentos
Bruxas enfeitadas
do bem
que acreditam na paz e me fazem bem
acredito que foste,
voltarás?
Não sei
Só sei que quando estavas
o sol brilhou, a lua se apagou
choveu, chuva e eu
garota, chorei
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| Esconderijo | |
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Cansar-me faz penar
Em acerbo sentimento
O qual não defino
Ao qual não posso sucumbir
Mas que problema haveria
de olhar um ser ignoto
um ser cercado de júbilo
um ser airoso apenas?
Me olhaste
Agiu
Me encantaste e agora?
O que faço?
A dúvida me tira do sério
E eu não quero este trabalho (não!)
Por que agistes?
Repito; não quero
o trabalho de te amar
Quero a messe
que virá dos teus olhos
quero fado
quero ser quem sempre fui
mesmo depois do estio
Agora, apenas tenho frio
e temo, temo o teu amor
viestes com estrelas, sol e lua
olhei a face tua
e me escondi
num esconderijo calmo e puro
dentro de ti
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