| Poesias | |
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Antônio Luiz
Boechat é paulista de Mogi das Cruzes (SP).
Formado em Medicina pela Universidade do Amazonas,
trabalha no Hospital Universitário Getúlio Vargas. Escreve desde a adolescência, interessando gêneros como a crônica, a poesia, os ensaios e o conto, mas tem se dedicado à poesia por inspiração. Sua poesia é íntima e contundente. No momento, dedica-se a preparação de seu primeiro livro de poemas(Letra d'Água). |
| Noturno | |
| Não apenas
lençóis na agonia da noite que se esgota somos juntos afogados perdi meus olhos estuaram confissões - depois te beijei |
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| Amor de manhã | |
| Curvo cálice esse corpo mudo sonorizando as peles sorverei
intrigado tocarei tudo em leves até explodires até cansarmos o amor |
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| Anatomia da palavra noturna | |
| A noite é o
poema da interlocução dos dias pouso da prata iluminada o cheiro de orvalho virgem na madrugada é o prato onde foi servida tua boca não existe sol na solidão o mormaço tisna
simpático nascer foi proibido |
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| Evocação | |
| As estrelas
arfam em noite como candeias copiosas caindo nos igarapés morenos pintam folhas brilhantes sobre a água íngreme
surge meu amor a alma acesa acorda e
procura misturas mística e
realidade debulho um escuro
esquálido as águas do Negro me
convidam mas estrelas caem
insistentes |
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| Tango em sal | |
| Dancemos o
último tango em sal na noite que divina vem ardendo do beijo soluçando um castiçal pragueja viva luz e vai movendo labaredas ocultas no vestido lépidos e loucos
sucumbentes |
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