| Poesias | |
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Juliana Belota
é amazonense. E mais uma das gratas revelações desta
que é a Primeira Antologia Virtual com os Novos Poetas
Amazonenses. Desde a infância é ligada ao teatro e outras manifestações artísticas. Como ela mesma diz, a poesia lhe cai como um sedativo nos momentos em que deabula. |
| Poema doce | |
| Arvore no
rumo que o tino do prumo está no bem querer A
vida é um anel rasgando o véu desmanche e deslanche |
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| Casca de laranja | |
| Estou neste
mundo tão a tôa como uma casca de laranja boa que apanhei pra fazer chá pra barriga ajeitar Bendita
seja |
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| Feijão com arroz | |
| Entre e
sirva-se tudo aqui é simples não temos vintenas não falamos em vilhenas Vinhetas de distração O prato aqui é feijão com arroz Entre Não sinta-se inapto Hábil o povo passa |
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| Viajante mudo | |
| Como és
opaca Lágrima que corre Neste dia mole De clara visão Assim meio maníaca Tocando a pele Neste espaço breve de prazer fugas fazes o percurso não de algum curso viajante mudo não sabes do fim' cairás ao chão isto eu digo sim banal como eu quando me dou por mãos meu fiel vapor barato. |
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| Serestas | |
| Não umedeça
a verve Encostando-se nas sombras. Urre ais, longas dores, Temores e tonturas. Do que é vão, Lance mão. Mas não engaiole a dor, Que o peito é frágil Gaiola sem frestas E o que é intenso, Em serestas se expande, Com grande mansidão. |
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