| Poesias | |
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Gisele Serejo
é amazonense. Mais uma das poetas aqui editadas com
exclusividade. Os seus cinco poemas que agora fazem parte desta que é a Primeira Antologia Virtual com os Novos Poetas Amazonenses, até então estavam engavetados ou, quando muito, tinham sido apresentados a alguns amigos. Deixemos que eles mesmos se apresentem. |
| Jardim Desordenado | |
| Caramanchão
que Neruda entrou Impregnados de significados estavam lá objetos fincados Bote de algum naufrágio Pablito, teu jardim exala Jardim do mundo Caramanchão que suga E ao olhar o ocaso Caramanhão coberto
Jardim desordenado |
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| Cunhatã | |
| Na proa do
casco põe-se a cunhantã a remar e levar seus pequenos sonhos de um dia encontrar o elo perdido do amor escondido que um dia há de achar Cunhantã rema, rema... - Cunhã, chama a
mãe. - Vem cá roçar, e a cunhantã segue seu
rumo |
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| Poronga | |
| Poronga vem
iluminar a alma que jaz no escuro do teu olhar Poronga vem guarnecer Poronga, poronga Poronga não se apague
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| Boto | |
| Vem...e se
lança no rio ao sabor da maromba Corre, corre...sempre encontra tantos rios para nadar Que boto estranho! dizem uns Enfeitiça as cunhãs, amodo de dar desculpas pras presepeiras que se afastam do terreiro e vão pareciar Êta boto danado! É rosa, o afoito clandestino do lugar E logo encontra pra se acalmar uma linha e forte cabocla que pelo seu bico se deixa levar Esse é o boto arteiro que a tantos inspira até um regente, que somente alcunha ficou: a de boto navegador |
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| Novo Airão | |
| Encantada
morada que aos forasteiros abriga rompe o dia no meu peito que transborda meio que eleito de paixão por ti, adorada Terra eleita Encantada morada, cravada
no meio da floresta Oh, doce terra Novo Airão Luis, é o nome seu
E de tão encantada
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