| Poesias | |
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Daniel Valentin é
jornalista. Mais dos tantos que aqui temos editados. Jornalismo e
poesia rimam? Como é dado a escrever, escrevendo Daniel foi compondo
um e outro poema. Cinco deles estamos trazendo à tona agora.
São textos interessantes. Fico contente de estar podendo proporcionar esse contato de Daniel com outros leitores, notadamente os que nos acessam. |
| Poema de amor | |
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Apartamento vagaroso
Coisas penduradas nas
coisas
Luz se intrometendo
As idéias nesse
tr6ansito louco cerebral
Coisas que não falam
Só olham...prometem...
O chão das pontas de cigarro
Cemitério e violão
A luz da lua refletida
na madeira envernizada do chão
E o eclipse no meu pé
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Que bom se eu te visse
sempre por aí
essa voz com garoa
o olho preto pesado depois de sábado
passado
que bom se eu te pudesse
- paulistana
eu te domasse a fumaça
o umbigo o cimento
a vontade
que bom se eu te coubesse
- metropolitana
entre o peito e o violão
eu te ninasse os edifícios as cinco
faixas da avenida
as buzinas os faróis
ah morena nublada
eu te atrasava tanto...
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Olha na boca do velho a baba assustada
inquieta esmola no altar o
chapéu do velho na cabeça para baixo
acima caras com
moedinhas números no chão o fitavam
ah! velho a baba te dá
nervo ao conto sobre o violão unhas
amareladas cordas amareladas
olhos amarelados teu padecimento
anunciado tua solidão velho o cansaço
na pausa o compasso na causa dói velho?
O mundo todo
atravessa a rua contigo
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Agora
Vire anaverso
Vide o reverso
De trás pra frente
O lá vem antes
Antes de mais nada
Todo começo para o fim
Outrora tarde
Volta e meia
Agora
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Juras de amor
Ele escrevia
Entre planos e projetos
Da janela projetada no ar
Nuvem e e papel ofício
Espalhadas...riscadas
Cabeças passageiras
Chuva antologia poética
Mas vinha de que planeta de que edifício?
De que pretérito de que particípio?
E sobre folhas ou nuvens de papel
A gente andava passos feito feridas
de poeira regando a avenida
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