| Poesias | |
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Carlos Branco é
amazonense, de Benjamin Constant, e jornalista. Tem
escrito nos últimos cinco anos alguns contos,
crônicas e poemas. Mas admite que não tem pretensões
literárias. Como se diz avesso às influências de toda ordem, entende que acaba produzindo, no campo literário, algo parecido com literatura. Os textos abaixo publicados fazem parte de um trabalho que continua em fase de elaboração intitulado Haicaindos, assim chamado porque guardam semelhança com os Haicais. |
| Olhos-bolsa,
bocas-bolsas entreabertas - fome e sede; comida e água que se multiplicam como self-services na penumbra das ruas manauenses |
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| Fedeu. E
urubu adora podridão Carniça de formiga é barata, como o é o suor do operário que escorre para o ladrão |
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| Seca. Sede à
beça Bêbado suor - esse martírio nordestino que não cessa |
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| Africanos -
em preto e branco - lacrimejavam raiva como armas. Enquanto isso, os brancos se masturbavam |
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| Clarão de
abajur de poste é morte líquida e certa que os mosquitos noturnos insistem em encarar |
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