| Poesias | |
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Ana Célia Ossame é
jornalista. Mais uma das que aqui temos editado.
Escreve poemas já faz algum tempo, mas
tem sido comedida quando se trata de Felizmente
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| Cotidiano | |
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O
livro de estrutura social,
a
pasta de documento,
um
verso ingênuo,
a
janelinha do ônibus,
os
letreiros das lojas,
meu
corpo, minha alma,
meu
silêncio, me riso.
Tudo.
Tudo
onde diariamente estás.
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Olha,
que volta a insônia
e
só encontro a caneta
e
a agenda desarrumada
onde
pretendo gastar os cartuchos
da
minha única arma...
Se
passares por mim, atiro.
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| Caçador | |
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Respire
fundo,
acelere
o coração
e
tire dos meus olhos
a
definição que você precisa
para
ficar em mim e depois fugir.
Faça
uma de caçador,
faça
uma de amante,
respire
fundo
e
caia na minha armadilha
porque
hoje não é o dia da caça.
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| Lirismo | |
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A
teimosia do lirismo é
sempre
muito doce.
Como
a lembrança do teu querer,
querer
que me leva para a rua,
às
vezes para a lua,
que
desgoverna meu verbo até
o
amanhecer nos teus olhos.
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Descansa
sobre o meu poema
que
ele só tem sentido
se
te der paz.
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