A Marradinhas - por Carlos Branco

DATA.... 31/07/2010


23:33:39 - Tem, tinha e/ou terá

Dia desses, num editorial para o jornal A CRÍTICA, no qual opero também como editor de Economia, aludi à passagem do Gênesis sobre a Torre de Babel para falar do tropeço da Prefeitura de Manaus no que tange ao suposto choque de ordem na área da Manaus Moderna. Tirando a publicidade obtida na grande imprensa com a lavagem de ruas e escovação de muretas, ficou claro, nesse episódio, que a administração municipal carrega no proselitismo político-administrativo, agindo, o que é pior, como quem tivesse três olhos em terra de cego. O tal choque não deu em nada porque a prefeitura ignorou a linguagem dos outros poderes que ali têm ingerência, achando, talvez, que pudesse impor a sua língua e tudo estaria resolvido. Pois bem. Era de se esperar que o prefeito Amazonino Mendes e seus auxiliares tivessem assimilado a bronca da Capitania dos Portos, a qual reagiu à empáfia da prefeitura de ordenar o posicionamento dos barcos, das balsas e tudo mais que há naquela área sobre águas do rio Negro. Ora, ora, ora...A coisa voltou a se repetir com a construção do shopping popular - vulgo camelódromo - na área interna do Porto de Manaus, o mesmo que o Negao ajudou a colocar nas mãos dos De Carli. Não é por outro motivo que as obras estão suspensas. Vamos lá: de um gestor público de primeira viagem, admite-se tal mancada. Não é o caso, entretanto, do atual alcaide de Manaus, donde se presume que aí tem, tinha e/ou terá...no mínimo, resistência dele em entender a linguagem de outras instâncias de poder.

23:17:10 - Baixaria

Fez bem a juíza do pleito no Amazonas, Graça Figueiredo, em vir a público dizer que ela e seus colegas da corte eleitoral baré não irão permitir baixaria na política. Refere-se, claro, aos golpes baixos que costumam ser desferidos pelos candidatos, uns contra os outros, uns mais, outros menos, na luta pelo poder. Estamos de acordo que a baixaria pela baixaria deve ser evitada, na origem, mas a Justiça eleitoral terá prestado um serviço ainda mais relevante nesta eleições se adiante ficar configurado que a baixaria não foi um mero pretexto para proteger esse daqueloutro candidato...contra, sei lá, o povo.

23:00:50 - Wallace sob dois enfoques

A primeira página de A CRÍTICA deste domingo traz uma chamada - muito bem lembrada - para o artigo de Mário Souza, deixando sem menção o que foi escrito por Júlio Antonio Lopes. Por que faço esse reparo? Primeiro, porque os dois trabalham com a mesma figura; o ex-deputado Wallace Souza, de olho no velório e no funeral dele. Segundo, porque a partir daí eles vão por caminhos diametralmente opostos. Interessante, diria, observar como os tons mudam de um para o outro. Depois de ler os tais artigos, estou cá pensando que Wallace deve ter-se revirado no túmulo com o que disse Souza, para voltar à calmaria dos mortos com o apanhado feito por Júlio.
 

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