| Livros |
|
Che Guevara - Um estranho em Benjamin Constant |
| |
| Sinopse |
| No final de março de
1965, quando Che Guevara deixou Cuba, até novembro de
1966, reaparecendo na Bolívia, depois de ter passado
pelo Congo, muitos absurdos foram ditos sobre o seu
paradeiro. Óbvio, se lembrarmos que se tratava de um dos
maiores guerrilheiros que a década de 60 conhecera,
disposto a disseminar o socialismo por todo o continente
sul-americano. Pois bem, esse argentino-cubano, no tempo que andou sumido de Cuba e antes de reaparecer na Bolívia, disfarçado de economista uruguaio Adolfo Mena González, passou por Benjamin Constant, cidade localizada a oeste do Estado do Amazonas, na fronteira com a Colômbia e o Peru. E nisto reside a grande novidade desse livro. Che Guevara surgiu em Benjamin Constant como um estranho simplesmente, que ninguém sabia como ali tinha chegado, nem de onde vinha e muito menos para onde ia. Depois de alguns dias, de estranho passou a ser cognominado de "Russo". Bem ao seu estilo, nos dias em que ficou na cidade, o guerrilheiro teria liderado uma rebelião promovida pelos índios ticunas contra a Polícia Militar. Também seduzira uma moça de boa família, bela e inteligente, mas viciada em borra de cocaína. Tem mais: engabelara um marceneiro ao trocar uma carabina .30 semi-automática por um batelão. Certa madrugada, quando procurava no lixo do mercado municipal alguma coisa para se alimentar, escapou do bolso de sua calça um caderno de apontamentos onde escrevera uma série de poemas intitulados Haicaindos. Confundido inicialmente com um mendigo qualquer, logo assumiu um quê de milagreiro para a gente da benjaminense e ainda arranjara tempo para aconselhar uma senhora que sofria de asma a fazer da doença a mola de sua vida. Um dia, no entanto, assim como chegou, o Russo partiu. Ao que tudo indica, no batelão que recebera do marceneiro em troca da arma que lhe dera. Deve, certamente, ter parado em alguns municípios antes de chegar em Manaus, onde o professor Isaac Lewis, da Faculdade de Educação da Universidade do Amazonas, jura tê-lo visto trafegando num carro pela cidade. Enfim, melhor que você mesmo, pela leitura deste livro, descubra outras coisas inéditas sobre os dias que Che Guevara esteve em Benjamin Constant. Muito além de qualquer falsa modéstia, espero estar dando uma pequena contribuição à biografia deste que foi, como certa vez fez questão de dizer o filósofo francês, Jean Paul-Sarte, "o ser humano mais completo de nossa época". |
| O lançamento deste livro foi realizado em 14/06/2000. |
| Poesias |
|
|
| Foi fácil
extrair poesia da prosa de Ferreira de Castro em A
Selva. O livro é ótimo. A narrativa
envolvente, é recheada de passagens maravilhosas e a
poesia flui, diria, naturalmente. Daí que, para mim, foi
mais difícil achar o livro. Dei com ele num sebo da
Feira do Artesanato, que vem acontecendo aos domingos, na
avenida Eduardo Ribeiro, Centro. Trata-se de uma edição de 1960. Paguei R$ 20,00 pelo exemplar e não me arrependo disso. Espero que você também não, ao ler as poesias que extraí da prosa do romance mais famoso desse autor português que esteve na Amazônia no início do século passado e acabou vivenciando, como seringueiro, as experiências dos seringais, mais precisamente no seringal Paraíso, onde a trama de A Selva se desenvolve. Boa leitura! Carlos Branco |
| Abrir leitura |