| 20/07/2010 18:17 - Por Frei Beto - Como entender que o Estado cubano, num país socialista, aceite a mediação da Igreja Católica para libertar presos de consciência, como lá são chamados os presos políticos?
A figura central nesse processo é o cardeal Jaime Ortega, 73, arcebispo de Havana. Hábil negociador, ele foi vítima, no passado, do sectarismo esquerdista que, sob influência da União Soviética, atiçou a perseguição religiosa. Ainda seminarista, nos anos 60 Ortega foi enviado a um campo de "reeducação ideológica". Apesar disso, jamais demonstrou ressentimento e nem se aliou aos que deram as costas à Revolução.
O período esquerdista da Revolução cubana - repudiado publicamente por Fidel - congelou as relações Igreja-Estado. Entre 1964 e 1981, bispos e autoridades não se falaram.
- Cuba: Estado e Igreja em parceria |